8 picapes que vêm por aí

Você é um viciado em picapes? Então, temos ótimas notícias: os próximos meses serão recheados de novidades no segmento.

Além da Fiat Toro, que já foi lançada, outras oito picapes têm chegada ao Brasil aguardada até 2018. Mas não pense que não estamos falando só de um futuro distante: a primeira novidade dará as caras ainda em março. Confira abaixo as 8 picapes que vêm por aí:

Chevrolet S10

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Muito se fala como a S10 não tem os mesmos predicados de outras rivais, como comportamento dinâmico, acabamento mais sofisticado e lista de equipamentos. Falem mal, mas falem dela, a picape é a líder do segmento de médias há duas décadas – foram 33.320 unidades no ano passado – o que não é suficiente para fazê-la subir no salto. A chegada da Toro e da Renault Oroch, a renovação da vice-líder Toyota Hilux e da Ford Ranger colocou a pulga atrás da orelha da GM: é preciso mudar e ir além da maquiagem de meia-vida.

Por isso, espere pela renovada S10 em setembro mais preocupada com os detalhes, já que na mecânica serão mantidos os dois motores flex (2.4 e 2.5) e o 2.8 turbodiesel. Para tal, foi beber na fonte de Colorado, sua “representante” nos Estados Unidos.

Os faróis ficam mais retilíneos e elaborados, assim como a grade mais bicuda e integrada ao conjunto óptico. O para-choque, por sua vez, ganhará entrada de ar diferente e faróis de neblina redondos, e o capô terá dois vincos bem pontuais nas extremidades.

Repare que há abuso de cromados na grade, nas molduras das lentes e das janelas, bem ao gosto ianque. Faz parte da estratégia da Chevrolet deixar a S10 mais rebuscada. Estratégia que entra cabine adentro, onde o revestimento dos bancos será mudado e terá mais de uma opção de cor, inclusive.

O painel também entra no banho de loja. Os plásticos terão um trato melhor no acabamento, com superfície mais agradável ao tato e com partes emborrachadas, além de acabamento preto brilhante nas versões mais caras.

A busca pelo requinte que nunca fez diferença para a S10 não para por aí. O modelo também receberá saídas de ar-condicionado no banco de trás. Para os picapeiros que gostam de procriar, mas não abrem mão desse tipo de veículo, a boa notícia é que as versões mais caras da S10 terão monitores multimídias independentes atrás para sossegar a criançada.

Os preços iniciais se manterão por volta de R$85 mil (para não dar mole para Oroch e Toro). E se prepare que a GM, que adora um acessório, vai ser só ousadia e alegria com a S10 renovada. A linha de equipamentos de concessionária para a picape será aumentada e diversificada.

Entre os itens, extensor de caçamba e caixas organizadoras para aumentar a carga – lembre-se que as rivais da Renault e da Fiat chegam com soluções e acessórios bacanas para otimizar o espaço na caçamba.

Ford Ranger

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O ano de 2016 será agitado para a Ford no Brasil. Nova geração do Edge, reestilização do Fusion e EcoSport e motor 1.0 EcoBoost (com cerca de 130 cv) para o Fiesta são algumas das novidades que pintarão no País ao longo do ano. A primeira delas, no entanto, já bate á porta. Em março, a picape Ranger chega renovada para fazer frente à líder Chevrolet S10 e também à Toyota Hilux.

Uma das novas armas está no design, que traz conceitos do utilitário Everest. A começar pela grade trapezoidal, que deixa a Ranger alinhada com os companheiros de concessionária, seguindo a tendência global dos automóveis da marca. Os faróis têm desenho afilado, nos quais se destacam os projetores internos. Sobressaem também os para-choques e as luzes de neblina com novo formato.

O que não muda na linha da Ranger é o conjunto mecânico. A primeira versão a chegar, a top de linha Limited, continua com o motor 3.2 turbodiesel de cinco cilindros e 200 cv de potência. Nos meses seguintes, a gama é completada pela configuração XLT, com o 2.5 Flex Duratec de máximos 173 cv (etanol).

A picape ainda tem uma terceira motorização 2.2 Duratorq a diesel de 150 cv para a versão de entrada destinada a frotas. Ambos são de quatro cilindros. São dois câmbios disponíveis: manual de cinco marchas ou automático, de seis. Capacidade de carga de 1.000 kg, caçamba de 1.180 litros e opção de tração 4×2 e 4×4 não serão alteradas.

Apesar de toda a capacidade off-road, as picapes médias, atualmente, vêem mais estacionamento de shopping que uma estrada de lama. Elas viraram carros de passeio e itens de série como central multimídia passaram a ser regra no segmento. Com a Ranger não será diferente.

O modelo terá o sistema Sync mais avançado, com tela de 8″ sensível ao toque e comandos de voz para som e Bluetooth. O painel de instrumentos com duas telas digitais coloridas é herança do sedã Fusion, e traz informações para o motorista, além de detalhes dos controles de entretenimento, navegação e ar-condicionado.

Como a atual, a renovada Ford Ranger virá importada da fábrica de General Pacheco, na Argentina. As instalações receberam investimento de U$220 milhões para a fabricação de novos modelos e desenvolvimento de componentes locais junto aos fornecedores. Considerando toda essa grana, já são U$770 milhões aplicados entre 2011 e 2016 voltados à modernização nos modelos fabricados no país vizinho. Atualmente, a marca também fabrica por lá os motores a diesel e emprega mais de 4.100 funcionários.

Nissan Frontier

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Se considerarmos o lote experimental de 200 unidades da picape que a Nissan importou da Espanha em 2006, a atual geração da Frontier completará 10 anos de Brasil este ano. É um número e tanto e que tende a aumentar : ela será mantida mesmo após o lançamento de sua nova geração – o que ainda vai demorar um pouco.

É que a fabricante pretende manter o modelo atual (feito em São José dos Pinhais, no Paraná) em linha por mais alguns anos, depois da chegada da nova geração. Será a opção mais em conta, e, talvez, de todo o segmento. A nova Frontier, apresentada na Tailândia em junho de 2014, virá ao Brasil pela primeira vez em novembro para aparecer no Salão do Automóvel de São Paulo. A ideia é sentir o mercado e ver como o consumidor – que até lá já terá conhecido as novas Ford Ranger e Chevrolet S10 – reagirá.

Se tudo correr bem, o dólar ajudar e o sistema de cotas de importação do México permitir, ela virá a partir de 2017 em pequenos lotes, apenas na versão mais cara, a LE. É a mesma estratégia que a Nissan segue desde que a picape aportou no Brasil pela primeira vez, em 1998.

Produção na América do Sul? Apenas em 2018. Argentinos ficarão encarregados da próxima geração, que será feita em fábrica a ser construída graças a um investimento de U$800 milhões. O negócio também envolve Renault e Mercedes-Benz, que terão suas próprias versões da picape da Nissan. Elas aproveitam a arquitetura, mas com motorização e posicionamento de mercado diferentes.

Mesmo que chegue com atraso, a Frontier trará inovações ao segmento. A principal delas é a suspensão traseira independente, que já está nas Renault Oroch e Fiat Toro, mas que ainda é algo inédito entre as picapes médias, que têm chassi separado da carroceria. Isso significa que a Frontier pode ser tão confortável quanto um sedã. Se depender do interior, que mais parece saído de um Altima, a sensação certamente será essa.

Esta nova Frontier usa o novo motor 2.3 biturbo a diesel, com 190 cv e 45,9 mkgf de torque, combinado ao câmbio automático de sete marchas e à tração 4×4. A promessa é de mais economia frente ao 2.5 turbodiesel, também de 190 cv, utilizado hoje.

Picape Mercedes

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A Mercedes trabalha no desenvolvimento da que será a sua primeira picape média de luxo em muitos anos. Se valendo da plataforma da Nissan Frontier, (a Daimler, dona da Mercedes, tem acordo com a Renault-Nissan), ela pretende criar um modelo com acabamento, equipamentos, design e motores que não devam nada a seus SUVs. Terá janela traseira com acionamento elétrico, por exemplo. Tudo sem abrir mão do que clientes de picapes médias procuram: capacidade off-road, robustez e, claro, uma boa caçamba.

O modelo é conhecido como GLT, acrescentando o T, de truck (caminhão em inglês), à sigla GL, comum aos SUVs da marca. Fala-se do V6 3.0 turbodiesel de 258 cv, mas também receberá motores a gasolina com turbo e injeção direta.

A fábrica argentina atenderá aos países das Américas, inclusive o Brasil, em 2018. Já a unidade da Nissan na Espanha dará conta de África do Sul, Austrália e Europa.

Renault Alaskan

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Mostrada apenas como conceito, a Alaskan representa o primeiro passo da Renault entre as picapes médias. Será global e maior que a Oroch, lançada no Brasil em 2015 e que terá comercialização limitada à América do Sul.

Do protótipo para o carro de produção, mudarão elementos extravagantes do design, como rodas e rack – e falta colocar retrovisores decentes. A base também vem da Nissan Frontier (a Renault tem aliança com a japonesa desde 1999). Mas terá posicionamento bem diferente da companheira de plataforma. Será lançada como motor 2.3 biturbo a diesel de 190 cv, só que, para convencer o público europeu, também recorrerá ao pequeno 1.6 biturbo a diesel, semelhante ao usado pela Master na Europa (160 cv). Versões a gasolina também são cotadas.

A picape da Renault pode ser o modelo á venda mais parecido com a Fiat Toro, mas sua estratégia é diferente. Se a Toro Flex terá apenas câmbio automático, hoje a Oroch (que não tem motor a diesel, apenas os flex 1.6 de 115 cv e 2.0 de 148 cv) usa apenas câmbio manual. Mas, até abril, ganhará opções de câmbio automático de quatro marchas e de tração 4×4 (com caixa manual de seis marchas). Serão R$10 mil mais caras que a 2.0 manual, de R$72 mil. Na Toro, só a versão 2.0 diesel é 4×4.

Hyundai Santa Cruz

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Sinal verde. A Santa Cruz sairá das pranchetas para se tornar realidade. Apresentada como conceito no Salão de Detroit de 2015, a picape surpreendeu com seu ineditismo e ousadia no design. A repercussão foi tão positiva que os executivos confirmaram a produção do modelo. A expectativa é que a Santa Cruz (cujo nome mescla os termos dos SUVs Santa Fe e Vera Cruz) definitiva seja apresentada em 2017 (e seja vendida no Brasil até 2018).

A versão final não terá exageros futuristas, como as portas traseiras suicidas assimétricas. Já a caçamba com superfície corrediça deve ser mantida. Ela pode ser esticada em aproximadamente 15cm para deixar o modelo com a capacidade de carga de uma picape média.

A plataforma será a do novo Tucson, e uma das opções de motor é o 2.0 turbodiesel de 192 cv e 41,4 mkgf que, inclusive, equipava o protótipo. Uma opção a gasolina também deve ser oferecida.

Mitsubishi L200

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Uma picape de origem japonesa, mostrada Suíça e produzida na Tailândia. Essa é a nova Mitsubishi L200. A estratégia da marca é a mesma da geração anterior. Primeiro, ela virá para o Brasil importada. Tempos depois, será feita em Catalão (GO).

Essa nova geração tem dianteira mais pronunciada, com faróis grandes e largos, e grade exageradamente cromada. A caçamba perde a curvatura e as lanternas agora invadem as laterais. Mecanicamente, a L200 tem novo motor 2.4 turbodiesel que é capaz de produzir 181 cv de potência e 43,8 mkgf de torque (que vai substituir o atual 3.2 de 180 cv e 38 mkgf). O câmbio é o automático de cinco marchas.

Fiat Fullback

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A marca italiana aproveita a parceria com a Mitsubishi e transforma a L200 em Fullback. A picape da Fiat mostrada no Salão de Dubai em 2015 leva apenas grade e para-choque dianteiros diferentes. Os faróis são idênticos. O modelo será vendido na Europa, África e Oriente Médio. No Brasil, a Strada terá companhia apenas da inédita Toro no segmento de picapes.

*Via

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