Ford Ranger renovada encara a Toyota Hilux

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À venda no Brasil a partir de maio, a nova Ranger já começa a medir forças com a concorrência, antes mesmo de chegar às lojas. A picape média da Ford está mais equipada e encara a Toyota Hilux, que mudou de geração no fim do ano passado. O tira-teima é entre as versões de topo, com cabine dupla, motor turbodiesel, câmbio automático e tração 4×4.

A Ranger comparece na opção Limited, cuja tabela começa em R$179.900. A Hilux vem para o confronto na versão SRX, que tem preço sugerido a partir de R$188.120. Como em outras ocasiões, a picape da Ford não teve muita dificuldade para vencer a rival da Toyota. Além de ser R$8.220 mais barata na versão de topo, a Ranger é a primeira picape média vendida no Brasil a oferecer cinco anos de garantia. O padrão da categoria são três, como é o caso da Hilux.

Também inédito no segmento é o controlador de velocidade de cruzeiro adaptativo, que pode acelerar e frear a picape sem a interferência do motorista, de acordo com o trânsito, além de leitores de faixa – o volante vibra se o motorista mudar de direção sem acionar a seta. Ambos só estão disponíveis no modelo da Ford.

A Hilux tem vários triunfos, além do logotipo da Toyota, que faz muita diferença para o consumidor desse tipo de veículo. Feita na Argentina, assim como a Ranger, tem chave presencial (não é preciso pressionar o dispositivo para abrir as portas, por exemplo), partida por botão, faróis de LEDs, além de TV e toca-DVD, itens ausentes na picape da Ford.

Mas a Ranger supera a concorrente também no desempenho, custo de seguro e tecnologia. A picape da Ford, aliás, costuma ser sucesso de crítica, mas nem sempre de público – com a Hilux é o contrário. Em 2015, foram emplacadas 32.900 unidades da Toyota, ou apenas 430 a menos que a Chevrolet S10, líder do segmento. É quase o dobro da Ranger, que teve 16.880 vendas no período.

Motor cinco cilindros é trunfo

Basta uma leve pressão no pedal do acelerador para a Ranger arrancar com disposição impressionante para uma picape de 2,2 toneladas. A explicação está no  exclusivo motor a diesel 3.2 de cinco cilindros, que gera 200 cv. A picape da Ford chega a cantar os pneus traseiros nas saídas um pouco mais fortes. Da Hilux, o 2.8 de quatro cilindros e 177 cv é mais dócil e torna as acelerações bastante suaves.

A Toyota tem dois modos de condução – econômico e esportivo (Eco e Power) -, que podem ser selecionados no console. Mas apenas a Ranger traz direção elétrica, uma exclusividade no segmento, que torna o sistema mais preciso e economia combustível. O raio de giro da picape da Ford também é menor, o que facilita a tarefa de estacionar esse tipo de veículo. As duas picapes têm cerca de 5,3 metros de comprimento.

Em muitos aspectos, elas se equivalem, como o número de air bags (sete, incluindo o de joelhos), as rodas de alumínio de 18″, os bancos de couro com ajustes elétricos (motorista), controle automático de subida e descida, etc. Mas em outros, a balança pende para a Ford.

É o caso de seu quadro de instrumentos, que vem do Fusion. Há duas telas digitais personalizáveis, que contrasta com o visual conservador do painel da picape da Toyota. A Hilux, aliás, mantém o tradicional relógio digital do Corolla. As duas têm acionamento elétrico da tração e protetor da caçamba. Mas só a Ranger traz capota marítima (de série).

Opinião

Há comparativos que costumam dar mais trabalho ao jornalista, no momento de decidir qual veículo se saiu melhor. É muita responsabilidade, há vários fatores em jogo, e é preciso pesar muito bem todos os quesitos envolvidos. Quando os concorrentes são muito equilibrados, a decisão é mais difícil.

No caso dessas duas picapes, a tarefa foi facilitada, porque a Ford é superior em tecnologia, motor, desempenho, preço, garantia, seguro. É por isso que a Ranger normalmente se sai muito bem em confrontos feitos pela imprensa especializada.

É um inquestionável sucesso de crítica. Outra coisa é o público. A Ranger ganha comparativo e a Hilux dispara nas vendas. Sempre foi assim. Isso porque há outros fatores, como o pós-venda. A Toyota trata seus clientes com rapapés nas concessionárias. Donos de Ford, em geral, costumam reclamar da rede.

*Via

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