19 de Abril de 2016 10 edições estranhas de fábrica
Mercado

10 edições estranhas de fábrica

por Eduardo Ruano

Os recentes lançamentos de séries especiais sem nada de especial - como Nissan March Rio, Toyota Etios White Pack e Renault Duster Dakar -  não são uma novidade na indústria automobilística brasileira. Desde a época da restrição às importações, o expediente é usado para dar destaque a modelos um tanto apagados no mercado.

Para refrescar a memória, a revista Quatro Rodas listou 10 versões de fábrica bem curiosas, mas pouco saudosas:

Chevrolet Agile WiFi

Em 2012, o Agile tentou ser o primeiro carro equipado com internet sem fio a bordo. Visualmente, apenas um adesivo na coluna traseira identificava o modelo. Cerca de 20 dias após a compra do veículo, o proprietário recebia um roteador com kit de instalação, o que deveria ser feito por ele mesmo.

A internet era fornecida pela Tim de forma gratuita no primeiro ano, sem a informação de velocidade ou limite de tráfego. Após o período, um novo pacote de dados deveria ser contratado. O problema: se você já possui um celular com conexão de internet, por que gastar mais para ter uma conexão dedicada no carro? Pouco tempo depois, os fabricantes perceberam que investir no espelhamento e conexão do celular com o carro fazia muito mais sentido.

Chevrolet Celta Off Road

O popular Celta ganhou, em 2005, a possibilidade de receber o kit visual Off Road, que saía por nada convidativos R$2.900 (o que tornou o modelo uma raridade pelas ruas). A versão era equipada com rodas diferenciadas, rack de teto, para-choques sem pintura, ponteira cromada e barra de proteção dianteira. Nenhum reforço mecânico era feito "por falta de necessidade", segundo a marca apontava na época. Entenda como quiser.

Chevrolet Chevette Jeans

No longínquo ano de 1979, o Chevette ganhava uma série de apelo jovem: a Jeans. Por fora, sempre pintado em branco ou prata, o modelo se diferenciava apenas pelos adesivos com o nome da série colados nos para-lamas dianteiros. Quem concentrava mesmo todas as atenções era o interior do Chevette. Os bancos e os painéis das portas eram integralmente revestidos em jeans, com direito a porta objetos representados por bolsos iguais aos das calças. Por incrível que pareça, até que vendeu bem.

Chevrolet Meriva Geo

Sem perspectivas para a já cansada Meriva, em 2009, a Chevrolet lançou a série Geo - que "contemplava" também os hatches Corsa e Celta. O modelo ganhava apelo aventureiro com para-choques, calotas, saias laterais, barras e adesivos nas portas pintados em cinza grafite, além de ponteira cromada e faróis de neblina.

O resultado era um visual um tanto duvidoso, destacado ainda pela nomenclatura do kit (que custava consideráveis R$2.900) em verde.

Chevrolet Meriva SS

Sedãs, cupês, hatches e até peruas não dispensam versões esportivas - sejam elas apenas visuais ou não. Porém, as minivans não costumam fazer parte dessa turma. Não foi o que a Chevrolet pensou ao lançar a versão SS da Meriva. O sobrenome Super Sport é dado a carros de alto desempenho da marca, como o Camaro.

No caso da Meriva, permaneceu o antiquado motor 1.8 de 114 cv de potência e 17,7 mkgf de torque, com opção de transmissão manual ou automatizada Easytronic. Visualmente, o modelo ganhou detalhes brancos e rodas esportivas.

Chevrolet Monza Clodovil

Criada por uma concessionária, a série limitada entrou para a história por seu exotismo. O modelo herdava de seu "inspirador", o apresentador e estilista Clodovil Hernandes, extravagâncias como a assinatura dele na traseira e a grafia das iniciais CH nos bancos, revestidos em couro.

As lanternas ganhavam extensões de acrílico na tampa do porta-malas. A principal atração, entretanto, eram as malas feitas exclusivamente para o modelo e assinadas por Clodovil.

Fiat Bravo Wolverine

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A Fiat aproveitou o lançamento do filme "Wolverine - Imortal", em 2013, e apresentou a série especial do Bravo batizada com o nome do personagem.

Como toda edição que se preze, o modelo oferecia boa lista de equipamentos em uma convidativa condição de custo-benefício. Contudo, o visual destoava do que o comprador do Bravo procurava: as laterais ganhavam adesivos que simulavam rasgos na carroceria feitos pelas garras do Wolverine. Na grande maioria das vezes, esses eram retirados ainda nas concessionárias a pedido de seus novos proprietários.

Fiat Uno College

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O Uno sempre declarou seu apelo ao público jovem. Em 2013, o modelo reforçou sua vocação com a série College. Além dos faróis com máscara negra, faróis de neblina e rodas de liga leve de fábrica, o Uno College ganhavam adereços um tanto duvidosos. Por fora, as três aberturas frontais, as maçanetas e os retrovisores eram vermelhos. Ainda nas laterais, um adesivo imitava um zíper se abrindo, como em uma mochila.

O interior abusava: maçanetas comando central do ar-condicionado, bordas dos tapetes, saídas de ar e a parte superior do volante eram vermelhos, enquanto os puxadores das portas e a região dos comandos do ar eram azuis. Já os bancos eram listrados, misturando as duas cores.

Volkswagen Gol Titan

Ele tinha a intenção (ou seria uma desculpa?) de parecer um aventureiro robusto e de visual jovem. Não foi bem assim que o público interpretou a versão ainda mais pobre do Gol. O modelo era equipado com rodas de ferro, dispensado até as calotas. Os para-choques eram de plástico sem pintura. Faróis e lanternas ganhavam acabamento escurecido, e as laterais tinham adesivos (na cor cinza) para identificarem a versão.

Volkswagen Polo Bluemotion

A ideia parecia visionária. Mas o Polo Bluemotion não cativou. A diferença de salgados R$5.000 em relação às versões convencionais não se justificava frente à promessa de 15% de economia de combustível. Mais do que isso, o visual causou estranhamento.

As rodas eram de 14 polegadas calçadas com pneus de perfil alto, a suspensão era mais baixa, havia saias laterais e nos para-choques, aerofólio aerodinâmico e grade diferenciada. Nem a economia e, muito menos, a redução na emissão de poluentes, convenceram.

*Via